13/01/2014

Após polêmica, delegadas defendem profissionalismo contra preconceito


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Publicado no http://www.geledes.org.br,  em 29/11/2013

Nesta semana um delegado do Rio de Janeiro foi destituído do cargo e substituído por uma mulher após postar no Twitter críticas contra policiais femininas que trabalhavam com ele. O caso teve repercussão nacional e levantou a questão do machismo na força policial. O Terra ouviu a opinião de delegadas de diferentes partes do Brasil sobre a polêmica. Todas afirmam que o respeito é conquistado com profissionalismo, mas ponderam que ainda precisam provar que são até mais capazes que os homens, conquistando admiração, não só pelo beleza, como também no tiro.
As críticas foram postadas pelo delegado na última quarta-feira. Pedro Paulo Pontes Pinho, titular da 9ª DP (Catete), publicou em seu perfil pessoal que apenas uma das 14 mulheres de seu efetivo era capaz de exercer a função. "Tenho 14 mulheres no meu efetivo, mas apenas uma, uma apenas, reúne talento coragem e disposição para encarar a atividade policial", escreveu.
A delegada baiana Patrícia Nuno, que atua há 17 anos como policial, não estranha a colocação feita pelo delegado. Ela diz que apesar desse tipo de pensamento já não ser mais tolerado socialmente, muitos policiais ainda resistem em aceitar, por exemplo, a chefia de uma mulher dentro de delegacias. "Existe uma resistência dos homens na subordinação a uma comandante feminina." O respeito, segundo Patrícia, foi conquistado com eficiência no desempenho de suas funções e pelo fato de ser a melhor atiradora da polícia baiana. "Sou o primeiro lugar nos quadros de tiro da Polícia Civil da Bahia... e isso, corporativamente, tem muito valor, a fama se espalha logo", conta.
As policiais afirmam que é notório dentro da polícia que a sensibilidade e o sexto sentido das mulheres são vantagens em relação aos homens na investigação criminal, por isso, critica as colocações feitas pelo delegado. "Qualquer um poderia até se manifestar contra as mulheres, menos um delegado. Ele deveria ter consciência de que uma mulher desenvolvendo um trabalho de investigação o faz de maneira até melhor do que os homens", rebate a policial baiana.
A opinião de Patrícia é corroborada pela delegada Andréa Nicotti, da cidade gaúcha de Taquara (a 70 km de Porto Alegre). "O fato de ser mulher muitas vezes ajuda, sim. Conseguimos falar de forma mais íntima com vítimas de violência doméstica, temos mais sensibilidade e didática, em geral, no interrogatório de crianças vítimas de crimes sexuais", descreve, comentando ainda que instrutores de tiro já lhe disseram que as mulheres têm uma mira melhor. "Já ouvi professores e instrutores de tiro comentarem que mulher atira melhor com mais facilidade do que homem porque tende a ser mais focada no alvo. Não sei se é verdade, mas, particularmente, atiro muito bem".
Já a delegada da Polícia Civil de Minas Gerais Alessandra Wilke, que participou das investigações do Caso Bruno, no entanto, diz que nunca foi alvo ou presenciou qualquer tipo de discriminação contra mulheres na polícia, apesar de "todo mundo achar que você é novinha por ser baixinha", brinca. "Na verdade, as pessoas ficam admiradas de ser mulher".
Para ela, isso se deve a uma postura estritamente profissional no trabalho. "Eu nunca encontrei discriminação, diferença ou tratamento diferenciado, nem por parte de policiais homens, chefes ou até de investigados. Acho que tudo é a postura com a qual a pessoa se comporta. Nunca tive problema pelo fato de ser mulher em uma carreira onde existem mais homens", diz a delegada mineira.
Alessandra Wilke pondera que o problema da colocação do delegado fluminense teria sido se referir a mulheres como preguiçosas. "Não é porque são mulheres que não fazem nada, existem também muitos homens que não fazem nada na profissão. Tem que ver o que ele quis dizer... mas ele acabou se dando mal porque a chefe dele é mulher", disse ela se referindo a chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha.
A delegada gaúcha acredita que, lamentavelmente, a opinião do delegado do Rio, deve refletir que ainda existe um pensamento machista dentro da polícia. "Enquanto for velado ou simplesmente não ultrapassar a barreira do pensar, nenhum prejuízo causa a ninguém, exceto ao preconceituoso", afirma.
"O problema é que delegados de Polícia são pessoas públicas, que ocupam cargos respeitados e cada vez mais importantes e valorizados nacionalmente. Por isso, na minha opinião, o delegado que criticou as mulheres no Rio de Janeiro agiu errado, sim. Não avaliou o fato de ser uma figura pública e não mediu as consequências de suas palavras (...) torço para que sua opinião mude. Não sei se o delegado em questão tem esposa ou filhas, mas espero que elas um dia venham a desmitificar essa o que ele manifestou. Existem pessoas competentes do sexo feminino e do sexo masculino em qualquer profissão", finaliza Andréa.

22/10/2013

Não Chego aos Pés Dela, Carpinejar

 Está maravilhoso o Fabrício Carpinejar, na Zero Hora de domingo - 22/10/13 - Caderno Donna: "Não Chego aos Pés Dela".

"Deveria ter uma aliança para a mão e outra para seu pé.
Um desperdício de beleza não desposar seus pés também. Não andar de pés dados no Parque da Redenção, na Usina do Gasômetro.
Não é um pé simplesmente para a cama, mas é um pé de compromisso, feito para o altar.
Seu pé é perfeito, pequeno, os dedos simétricos, firmes, atraentes."


É para recortar e guardar. Ou melhor, colocar em forma de cartão, junto ao presente da mulher que amamos.

23/04/2013

Pés Negros


I

A cena era insólita e muito engraçada. Porém, muito bonita. Ela estava em pé, diante da poltrona, com os pés ligeiramente afastados. Ele estava ajoelhado diante dela, com a cabeça entre seus pés e a testa encostada no chão. Parecia um muçulmano orando. Era o que ele parecia estar fazendo. Mas não orava para nenhum Deus. Estava em adoração e profunda veneração.É certo que estava. Só que diante de um outro tipo de totem. Aliás, uma escultura. Um monumento ao sagrado-profano. Ficou ali, imóvel, por muitos minutos. Balbuciava algumas coisas desconexas, mas que ela parecia entender. Ele parecia suplicar algo. E pedia perdão. Chorou muito. Somente quando ela disse “ok” ele movimento a cabeça e pôs-se a beijar os pés dela.  Primeiro o pé direito. Ele beijou muito e, a cada beijo, repetia sem parar... “obrigado, obrigado, obrigado...” Depois o outro pé. Beijou de forma incontrolável, até que ela o mandou parar, dizendo “chega”. Ele parou e colocou a testa no chão novamente. Entre os pés dela. E ficou imóvel. Foi possível notar que o rosto dele estava vermelho. Ele molhou os pés dela com suas lágrimas. Foi bonito. Parecia lavar os pés de uma Santa com suas próprias lágrimas, em gratidão após o acontecimento de um milagre.

II

Os pés não eram bonitos nem feios. Eram pés comuns, fortes. Pés de gente que trabalha duro, que caminha muito, que tem – nos pés, a força de transporte. Eram pés negros, como ela. O dorso negro, com os dedos bem definidos e marcados por pequenas calosidades nas juntas que os faziam parecer maiores do que realmente eram. As solas clarinhas, quase brancas, rosadas nas bordas quando depositados no chão e sob o peso do corpo. Pés assim não são pés próprios para propagandas de sandálias. Mas eles eram, ali, um pedestal de sustentação de uma obra-prima. Eram a base de um altar sagrado que trazia envolto na pureza da cena o resgate de uma longa história. A alva pele dele era um contraste com a dela. O que se via ali era uma pele branca suplicando algum tipo de perdão, como um acerto de contas no final do resumo de séculos de vilipêndios. Era um monte de carne masculina e branca a pedir algo à uma mulher e negra. As duas extremidades da injusta pirâmide. O insólito era que, agora, o topo estava na base e a base... no topo.

III

Finalmente ela sentou na poltrona. Primeiro cruzou as pernas e, depois, deixou o pé esquerdo no chão, próximo ao rosto dele. O pé direito ela depositou sobre o pescoço dele, que – agora, não mais estava ajoelhado, mas completamente deitado no chão, sempre com a testa voltada para baixo.  Ela secou a umidade das lágrimas dele no dorso dos seus pés negros, nos cabelos dele. Sem muitas palavras ela agora o tinha em completo domínio. Ele estava cativo, em absoluta submissão. Ela era uma Rainha Kushita. Única! Era a Rainha de Sabá que dobrou os joelhos do poderoso Rei Salomão e o fez colocar sua testa no chão entre os pés dela implorando para que ela fizesse verter sangue de suas costas, em noites de luxúria, com intenso látego e açoites.  O olhar dela era distante. Olhava para baixo – num misto de carinho e satisfação, por alguns instantes. E logo olhava ao longe, no horizonte. Como se estivesse ouvindo na voz dos séculos o tamanho da sua glória. Nada se pode comparar a tão completo desprendimento. A paixão e o amor em sintonia são capazes da produzir cenas sem nenhuma vergonha e de grande pureza.

IV

Por vezes, ela pressionava o pescoço dele com o pé, enquanto proferia suas exigências e condições. Ele só conseguia pronunciar “sim, sim, sim...” ou “perdão, perdão, perdão...” Notava-se que o acerto de contas era antigo. Séculos de opressão e desigualdade. O corpo dele sob os pés dela tremia todo. Ele não tinha medo...tinha pavor. Depois de algum tempo, ela permitiu eu ele erguesse a cabeça e fitou-o direto nos olhos. Os olhos dela eram faiscantes, firmes e amedrontadores. O olhar dele era fraco, lacrimejante e servil. Ela o apontou com o dedo enquanto falava. Depois, ele baixou a cabeça e tornou a beijar os pés dela. Religiosamente, com devoção, beijou aqueles poderosos pés negros. Ela fitava ao longe e seu olhar parecia dizer que pouca misericórdia haveria naquele acerto de contas. A piedade mínima seria o tom do futuro naquela nova pirâmide.

20/02/2013

Carnaval'2013 em Salvador

Esta revista (???) é muito ruim. Uma grande bosta. Mas esta aqui tá beeeeem legal... Edição Especial da Revista Contigo'50 anos, no Carnaval'2013. Foto tirada no camarote da revista.

05/02/2013

Coletivo de Deusas...

As Deusas Gisele Bündchen e Fernanda Lima, fotografadas pelo Jairo Goldflus, para seu livro de registro de personalidades, intitulado PúblicoA montagem com os pezinhos delas é nossa.



22/01/2013

Três colunas de jornalistas gaúchos


Paulo Santana, colunista de Zero Hora, reconhecido por tratar (muito bem) do assunto pés femininos, auto-identificado como militante podólatra. Destacamos em nossos arquivos, dois momentos mágicos deste colunista. A coluna  do dia 22/12/2002, intitulada A magia dos pés, e a coluna de 17/01/2011, com o sugestivo título De joelhos, são leitura deliciosa e recomendada.Este colunista é o campeão da podolatria e idolatria feminina.

Outro gigante e profundo conhecedor da alma feminina é o David Coimbra, que - embora nunca tenha se confessado submisso ou adorador de pés, tem vastos escritos sobre o tema. Esta coluna publicada em 06/07/2003 é maravilhosa, saiu no Caderno Donna, com o título Nua. De sandália.



O

14/01/2013

A esquiadora norte-americana Rachael Burks cria site exclusivo para atletas mulheres

Revista GO OUTSIDE de Janeiro'2013 traz interessante matéria sobre a criativa atleta norteamericana Rachael Burks, que, diante das dificuldades de obter (e manter!) patrocinadores criou o Female Wolf Pack , site exclusivo para que mulheres atletas exporem suas habilidades nos esportes radicais: Ver matéria no http://migre.me/cNYeu